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A Pesquisa:
O livro Outliers, mostra uma pesquisa realizada numa das maiores academias de música do mundo, a Academia de Berlim. Dois psicólogos, com a ajuda dos professores, formaram três grupos com violinistas.
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No primeiro ficaram as estrelas, os alunos que tinham potencial para se tomar solistas de nível internacional. No segundo, foram reunidos aqueles considerados apenas "bons". No terceiro, esta¬vam os estudantes que dificilmente chegariam a tocar como pro¬fissionais, mas que pretendiam se tornar professores de música. Todos eles tiveram que responder a seguinte pergunta: ao longo da sua carreira, quantas horas você praticou?
Todos os violinistas começaram a tocar mais ou menos na mesma época, em torno dos cinco anos de idade. Nessa fase ini¬cial, praticavam por um tempo quase idêntico, duas a três horas por semana. Por volta dos oito anos, diferenças reais começaram a surgir. Os alunos que acabariam se revelando os melhores de suas turmas passaram a se dedicar mais do que todos os outros: seis horas por semana aos 9 anos, oito horas por semana aos 12 anos, 16 horas por semana aos 14 anos. Aos 20 anos, estavam tocando bem mais do que 30 horas se-manais, de forma compenetra¬da com o objetivo de melhorar sempre.
Nessa idade, os melhores músicos, os do primeiro grupo, haviam totalizado mais de 10 mil horas de treinamento em sua vida; os meramente bons, 8 mil horas; e os futuros professores de música, pouco mais de 4 mil horas.
Essa pesquisa indicou que, quando uma pessoa tem capacidade sufi¬ciente para ingressar numa escola de música de alto nível, o que a distingue dos demais estudantes é seu grau de esforço. Exata¬mente isso. E mais, quem está no alto não apenas se dedica mais do que os outros, dedica-se muito mais.
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